AS VIRTUDES EM TOMÁS DE AQUINO - Introdução - Part 2

  Para Tomás de Aquino a  prudência  se  aplica  ao  conjunto  da  vida  humana inteira,  por  esse  motivo  ela  é  a  primeira  entre  todas  as  virtudes  cardeais. A prudência é o fundamento das virtudes, por isso é considerada a mãe das virtudes. Ela é citada como a primeira entre as virtudes, porque ao realizar o bem, é preciso o conhecimento da verdade. Como o prudente tem o conhecimento da realidade, esse conhecimento sabe distinguir  o  que  se  pode  ou  não  fazer,  por  isso,  toda  a  virtude depende da prudência. Para a concepção Tomista, a prudência é, portanto, a raiz de todas as virtudes morais, dando complemento para as outras virtudes alcançarem a sua essência.

 De acordo  com  Tomás  de  Aquino,  dentre  as  virtudes  principais  a  justiça  é  a única  virtude  que  diz  respeito  ao  outro,  as  outras  virtudes  moldam  o  homem somente para si, por provocar honestidade nas ações em prol do próximo. A justiça tem  como  objeto o  direito  ou  o  justo,  na  visão  Tomista  é  a  justiça  que  corrige  as ações humanas, tornando-as boas, é por meio da justiça que os homens podem ser chamados  bons.  

Em  relação  à  outra  pessoa,  a  justiça  pode  ser de  dois  modos:  de forma  singular  com  o  outro  ou  em comunidade.  A  noção  de  justiça  é  aplicada  da mesma forma, em relação ao outro e em relação à comunidade, pois a finalidade da virtude, em ligação a qualquer forma é sempre orientada ao bem comum.

 A virtude da fortaleza também é conhecida como coragem, essa virtude para Tomás é a mais louvável. A coragem é uma virtude muito admirada, ao contrário do seu oposto, a covardia, que é muito desprezada, essa virtude cardeal é considerada a  virtude  dos  heróis.  Para  Tomás  a  fortaleza  da  alma  pode  ser  comparada à força corporal,  pois  a  força  corporal  faz  com  que  o  homem  refreie  e  combata os obstáculos físicos que aparecem. Na alma a virtude da fortaleza ajuda a controlar as fraquezas da carne, suportando as aflições corajosamente.

 Segundo  Tomás  de  Aquino,  a  virtude  da temperança  está  relacionada  aos prazeres  nos  sentidos,  principalmente  os  referentes  ao  tato,  por  se  encontrar  os prazeres  mais  fortes.  É  função  da  virtude  da  temperança  manter  em  ordem  tais prazeres.  Essa  virtude  aperfeiçoa  o  homem  para  agir  conforme  a  razão.  

Esse filósofo diz que cabe à temperança controlar os desejos mais incontroláveis e fortes do  ser  humano,  que  são  os  designados  aos  prazeres  corporais.  Todavia,  pela natureza espiritual existe no homem uma vontade natural para o conhecimento, por isso a temperança é o equilíbrio dos desejos. 

 Por último, será apresentado neste artigo na conclusão geral, que será feita mediante todo conteúdo  apresentado.  Ainda  que a  virtude  seja  uma  disposição habitual   e   baseada   em   fazer   o   bem,   se   fazem necessárias   disposições   da inteligência e da vontade que regulam nossos atos.

Fonte: AS VIRTUDES CARDEAIS EM TOMÁS DE AQUINO

Você terá a oportunidade de ler mais sobre as VIRTUDES todas as  QUARTAS-FEIRAS, quando vamos postar mais um artigo. Te esperamos no próximo post.

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