Para
Tomás de Aquino a prudência se aplica
ao conjunto da vida humana inteira, por
esse motivo ela é a primeira entre
todas as virtudes cardeais. A prudência é o
fundamento das virtudes, por isso é considerada a mãe das virtudes. Ela é
citada como a primeira entre as virtudes, porque ao realizar o bem, é preciso o
conhecimento da verdade. Como o prudente tem o conhecimento da realidade, esse
conhecimento sabe distinguir o que se pode
ou não fazer, por isso, toda a virtude
depende da prudência. Para a concepção Tomista, a prudência é, portanto, a raiz
de todas as virtudes morais, dando complemento para as outras virtudes
alcançarem a sua essência.
De acordo
com Tomás de Aquino, dentre as
virtudes principais a justiça é a única
virtude que diz respeito ao outro, as
outras virtudes moldam o homem somente para si, por
provocar honestidade nas ações em prol do próximo. A justiça tem
como objeto o direito ou o justo, na
visão Tomista é a justiça que corrige
as ações humanas, tornando-as boas, é por meio da justiça que os homens podem
ser chamados bons.
Em relação à outra pessoa, a
justiça pode ser de dois modos: de forma
singular com o outro ou em comunidade.
A noção de justiça é aplicada da mesma
forma, em relação ao outro e em relação à comunidade, pois a finalidade da
virtude, em ligação a qualquer forma é sempre orientada ao bem comum.
A virtude da
fortaleza também é conhecida como coragem, essa virtude para Tomás é a mais
louvável. A coragem é uma virtude muito admirada, ao contrário do seu oposto, a
covardia, que é muito desprezada, essa virtude cardeal é considerada a
virtude dos heróis. Para Tomás a fortaleza
da alma pode ser comparada à força corporal,
pois a força corporal faz com que
o homem refreie e combata os obstáculos físicos que
aparecem. Na alma a virtude da fortaleza ajuda a controlar as fraquezas da
carne, suportando as aflições corajosamente.
Segundo Tomás de Aquino, a virtude da temperança está relacionada aos prazeres nos sentidos, principalmente os referentes ao tato, por se encontrar os prazeres mais fortes. É função da virtude da temperança manter em ordem tais prazeres. Essa virtude aperfeiçoa o homem para agir conforme a razão.
Esse filósofo diz que cabe à temperança controlar os desejos mais incontroláveis e fortes do ser humano, que são os designados aos prazeres corporais. Todavia, pela natureza espiritual existe no homem uma vontade natural para o conhecimento, por isso a temperança é o equilíbrio dos desejos.
Por último, será apresentado neste artigo na conclusão geral, que será feita mediante todo conteúdo apresentado. Ainda que a virtude seja uma disposição habitual e baseada em fazer o bem, se fazem necessárias disposições da inteligência e da vontade que regulam nossos atos.
Fonte: AS VIRTUDES CARDEAIS EM TOMÁS DE AQUINOVocê terá a oportunidade de ler mais sobre as VIRTUDES todas as QUARTAS-FEIRAS, quando vamos postar mais um artigo.
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