Endender sobre a Economia do Reino enquanto Divina Providência é entrever o modo como o Pai do Céu cuida de nós, Seus filhos, e de toda a criação no que diz respeito aos bens materiais. É contemplar como o Pai governa Sua Família e Sua Casa. E, como decidiu partilhar conosco esse governo, aprender com Ele como espera que o façamos. O termo grego antigo para economia é oikonomia. Oikos significa “casa”, “família”. Não nosso conceito moderno para essas palavras, mas uma “Casa”na qual habitam várias famílias, com costumes e conceitos diversos. Nomia significa “normas”, “regras”. Não, porém, regras científicas, mas regras e normas informais segundo as quais o pai ou patriarca governa.
Você A Economia do Reino é a Divina Providência. É a forma do Pai governar e santificar tudo o que criou. É a forma do Pai ordenar tudo o que existe e acontece com vistas ao fim último de Seus filhos: unir-se a Ele na felicidade do céu. Ora, a lógica do governo do Pai –embora plenamente revelada em Jesus Cristo e esboçada no Antigo Testamento –nem sempre é evidente ao nosso olhar turvado pelo pecado. Eis por que necessita-mos retirar de nossos olhos escamas implantadas pela mentalidade do mundo e por nossa própria concupiscência. Por outra parte, a Providência Divina abrange tudo o que foi criado e cada criatura em particular. Somos únicos para o Pai. Portanto, é também única a ação do Seu governo para com cada um de nós.
O Amor não se repete. Este livro falará da Providência Divina enquanto “Economia do Reino”, enquanto maneira do Pai de Amor e de Bondade governar, através de nós, os bens materiais, que passam, de forma que concorram para a conquista dos bens do céu, que não passam. O Governo Divino não é evidente a quem não tem fé. O Reino governado pelo Pai - do qual o Ressuscitado é Senhor3 - é misterioso como tesouro enterrado em campo de alto preço; silencioso como semente de mostarda no coração de terra fecunda; escondido como fermento mudo que faz crescer a massa; discreto como pérola oculta em entranhas de ostra de águas profundas.
A forma do Pai governar exige coração de discípulo, treinado em desvendar segredos do céu; ouvido de amado a perscrutar Seu coração; olho iluminado pela graça; mãos hábeis em escavar profundezas. A Economia do Reino –o governo dos bens materiais pela Divina Providência –supõe o suor do nosso rosto e a consciência de nossa filiação divina. Supõe amor de Família, de pais e irmãos. Supõe pés na terra e coração em Deus. Coragem, renúncia e disposição. Fé obediente, esperança alegre, caridade operante.
Os autores mostram, por meio do Evangelho, documentos da Igreja, parábolas como a do Pai das Misericórdias, textos dos santos e da história da Comunidade Católica Shalom, que a Comunhão de Bens não está desassociada à vida espiritual, mas, ao contrário, é parte integrante e necessária para que a obra de Deus aconteça de forma plena. O livro também aborda as tentações pelas quais passamos quando pensamos em “deixar para depois” a Comunhão de Bens, e as fontes de endividamentos.
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